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Praga cria epidemia mortal em World of Warcraft

por dolemesÚltima modificação 25/04/2007 11:44

Os vírus, ao que parece, não incomodam internautas somente na vida real - pelo menos para os jogadores de World of Warcraft, um popular RPG (do inglês, role playing game) criado e mantido pela norte-americana Blizzard.

Em uma infeliz iniciativa de apresentar um novo monstro com armas e poderes especiais, a fabricante acabou criando uma espécie de praga que está se propagando e matando os personagens de milhares de jogadores.

Desde terça-feira passada (13/09), a Blizzard incluiu no mundo virtual de World of Warcraft um novo desafio: o cenário batizado de Masmorra de Zul`Gurub, no qual os jogadores deveriam enfrentar o monstro Hakkar, o deus do Sangue.

Ao matar o monstro, entretanto, o jogador desafiante era atingido por uma magia chamada "Corrupted Blood", que suga parte da energia vital do personagem e é capaz de matar os que estiverem mais enfraquecidos.

A infecção deveria afetar somente as redondezas de onde Hakkar havia sido morto, mas o que a Blizzard não esperava é que alguns jogadores conseguiriam descobrir uma maneira de transferir a praga virtual para outros personagens - mais especificamente, uma cobaia.

Após a descoberta, os jogadores conseguiram ainda transportar o personagem e infiltrá-lo na cidade de Ogrimmar, criando uma epidemia mais do que efetiva - segundo reportagem da BBC britânica, a Blizzard estima que milhares de jogadores já tenham perdido os seus guerreiros virtuais por conta da magia Corrupted Blood.

O que torna a ameaça virtual ainda mais perigosa é que a praga é contagiosa e, ao contrário do que se pensava inicialmente, personagens controlados pelo computador são portadores da doença. Apesar de serem imunes ao ataque, esses guerreiros transmitem o Corrupted Blood para todos à sua volta.

Contando os corpos

A Blizzard afirma que o primeiro servidor, chamado de "realm" (mundo) pela empresa, afetado pela praga foi Archimonde, mas já é fato que pelo menos outros dois mundos tenham sido infectados.

A doença digital foi responsável pela morte instantânea de personagens mais vulneráveis, mas há relatos de que até mesmo guerreiros mais resistentes encontraram seu fim virtual após algum tempo.

Fóruns de discussão, como o WorldofWar.net, mostram tópicos de jogadores perdidos com as cenas que presenciaram no jogo - em algumas das vilas e cidades, era possível encontrar "centenas" de corpos caídos pelas ruas.

Uma das discussões mais quentes, entretanto, é se a catástrofe foi intencional ou apenas uma atitude mal calculada da Blizzard.

O que se sabe, porém, é que a fabricante já tentou controlar a epidemia, reiniciando os servidores afetados e aplicando atualizações de emergência.

Apesar dos esforços, novos focos da "doença" foram detectados e novamente as mortes chegavam às centenas.

O consolo dos jogadores frustrados é que, em World of Warcraft, a morte não é permanente. Após algum tempo, os personagens são ressuscitados e o game volta à normalidade. Sorte da Blizzard, que não gostaria de perder os quatro milhões de jogadores que afirma ter conquistado desde a criação do game, em 2000.

Essa não é a primeira vez que um erro de programação acaba criando uma praga virtual em games. Em maio de 2000, muitos jogadores do "simulador de vida" The Sims ficaram com muita raiva da Electronic Arts - alguns dos personagens, que por tanto tempo foram criados pelos gamers, acabaram morrendo de infecção causada por, acreditem, um inofensivo porquinho da Índia virtual.

Publicado no IDG Now!: (http://idgnow.uol.com.br/AdPortalv5/DiversaoInterna.aspx?GUID=BAD24A9F-C144-4139-BDB9-04CC1AF28619&ChannelID=2000010)

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